Mostrando postagens com marcador Rodas Gigantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rodas Gigantes. Mostrar todas as postagens

13 de agosto de 2014

Rodas Gigantes - O Perdão

Ele viveu um dia e depois o outro. Ele sofreu todos os dias e quase todas as noites. Ele fugiu de si e escondeu cada pedaço em uma trama perfeita. Ele acolheu os pedidos, mas chorando falhava por dentro e somente feriu. Ele pediu tudo certo, mas não foi nunca atendido. Ele tentou muitas formas e por muito tempo ele achou que seria assim, para sempre, todo sempre... E ele abriu-se sincero, embora aos poucos, um a um o traiu, mas ele errou talvez, pois muito omitiu. Ele esperou cada momento, mas ele perdeu a todo instante e constante, tão apaixonante, foi para todos o mais forte instante, enquanto dentro de si foi sozinho, tão perdido, mas sonhou-se o destemido e por vezes aceitou-se um perfeito fracassado. Um dia já cansado, o seu corpo maculado, de coração arrependido, foi tanto que pensou sobre tudo o que deveria sempre ter realmente revelado, sem pecado assumido e de essencia admitido, que olhou pra muito longe, para fora de seu peito e de seus medos... Resolveu recomeçar!

Você sonhou comigo?
Eu acho que você
me entendeu errado.
Agora que as piores,
as mais doloridas
histórias já passaram,
eu sou o melhor
pedaço de tudo?

Você falou hoje comigo?
Eu acho que parece
ser a vida um doce pedaço.
É mentira minha,
eu não penso nada disso,
no entanto você
quer que eu deposite
todo o meu paraíso?

Você batalhou comigo?
Eu acho que um dia
você cobrará cada centavo.
Agora que as cicatrizes
viraram passado,
é mesmo bonito pensar
que em minha vida
sou o rei da vitória?

Você foi bondoso comigo?
Eu acho que, às vezes,
também não fui reconhecido.
É mentira minha,
eu não sou vítima de nada,
no entanto você
quer que eu agradeça
cada pedra da estrada?

Você é feliz comigo?
Eu acho que quero
ser-me o maior camarada.
Agora que tudo mudou
e o destino encontrou
meu lugar preferido,
acredito que antes
só faltou-me ser justo,
conceder-me o perdão!


Ele encontrou a resposta entre as falhas e os amores. Ele entendeu que a felicidade depende apenas de uma decisão e tornou-se mais vivo, de verdade mais limpo em seu coração. Ele teria sofrido bem menos se soubesse como lidar com as farsas, as piadas sobre a sua natural condição. Ele teria aprendido como ser diferente, mas agora já sabe que o seu mundo marcado converteu-lhe num valioso presente!

- Todos os anos
são os giro dessa roda
imensa e eu fico
esperando que, a cada 
descida, me encante
a vida ao levar-me
de novo até o ponto
mais alto -




13 de agosto de 2013

Rodas Gigantes - O Juramento

Livra-te para que o dia seja o tempo
em que repousa a tua alma e teus desejos
entre os bouquets das flores recolhidas
perfumadas, colocadas 
sobre ti.

Livra-te de todo medo e por instantes voa
pelo céu que desenhado por nuvens muitas
entre os pássaros que encantados e sós
mergulham e voltam
no infinito.

Livra-te e faz das horas aceleradas
mero detalhe onde a alegria não se preocupa
entre o tempo e a distância estamos nós
e somos todos o fruto
do universo.

Livra-te de forma simples da intolerância
em que a tua alma atordoada sofre e chora
entre as flores, os pássaros, o tempo e a distância
existe a vida que passa agora
não volta mais.

Livra-te e sê feliz, e sê capaz de entregar
os teus grilhões e os teus afetos desentendidos
entre o orgulho e a insensatez tão vã
existe o grandioso abismo
da solidão.



- Nesses dias de ano novo
me pego pensando que os ciclos
vão me deixando com saudades de 
mim e ao mesmo tempo
esperando por tudo o que eu 
sempre sonhei -

13 de agosto de 2012

Rodas Gigantes – A Acusação


Eu vou pensar um pouco sobre os planetas
E rir um pouco daquelas estrelas frias
E para sempre me livrarei do medo
Da sua fulga aqui de mim...

Eu não entendo como se pode,
Fazer dos anjos demônios vis?
Mas não pretendo guardar corpos,
Nem mesmo os mortos,
E nem os porcos,
Ou os carrascos atrás de mim!

De muito bom, eu ontem, fui degolado...
De muito tolo, eu hoje, por vezes digo...
De pouco santo, amanhã, eu roubarei milagres...

E cravarei cada prego, em suas mãos...
Na cruz,
Sob a luz,
Sem me importar,
Se implorar por “piedade”!

Eu vou pensar um pouco sobre os planetas
E rir um pouco daquelas estrelas frias
E para sempre me vingarei do medo
Da sua falha aqui em mim...

Eu hoje entendo como se pôde,
Fazer-me o falso anjo pra sempre vil!
Mas não pretendo ficar parado,
Muito menos magoado,
Nem sequer anestesiado,
Levando os trapos atrás de mim!

De muito bom, eu ontem, fui enganado...
De muito tolo, eu hoje, por vezes brinco...
De pouco santo, amanhã, eu roubarei milagres...

Eu lembrarei de cada peça, em suas mãos...
No fundo,
Sob a luz,
Sem me importar,
Em respeitar sua “vaidade”!



"Os meus melhores presentes são:
Lealdade, Verdade e Bom Humor!
No mais,
o quê me trarão os trapos e os carrascos?"




13 de agosto de 2011

Rodas Gigantes - O Julgo da Côrte

Seus olhos nunca permitem
estranhos encantamentos
durante seus anos de crime
velados de acolhimentos
seus passos nunca desistem
estradas de sofrimentos
enquanto seu mundo finje
sorrir calado nos sofrimentos.

Seus olhos sempre entregam
cansados prantos de dor
durante seus tempos de paz
rompida história de amor
seus passos sempre revelam
a trilha em busca da cor
enquanto sua alma espera
desabrochar àquela velha flor.

Seus olhos nunca repetem
miragens de salvação
durante seus atos de de luta
pedidos de ressureição
seus passos nunca impedem
as fases de solidão
enquanto seu sonho reflete
as juras do coração!

- Declaro
aos excelentíssimos
que nunca houve
injúrias aqui
que sempre houve
desejos sinceros...

Agora que vivo
as sentenças
espero viver a sentença
sem ser maculado
outra vez -

13 de agosto de 2010

Rodas Gigantes - O Testemunho

Foram jogados no rio
como sementes que não serviam mais
e foram deixados à correnteza
sem destino.
Foram afogados no agito
das águas turvas que não regavam mais
e foram carregados ao longe
sem sentido.
Atordoados homens
amedrontados sempre
e sempre...
Capazes de tudo ou quase tudo!
Afortunados dias de batalha final.
Apreciados tempos
de dizer sim ao bem ou ao mal.
Acostumados tons
de vontade, de vingança e vermelho.


Eu vou contar ao juiz quem fez o que.
Eu vou contar ao juiz quem disse o que.
Eu vou contar ao juiz quem ocultou o que.
Eu vou contar ao juiz quem cometeu, pretendeu, traiu...

E vou provar que comigo nem mesmo isso!
E vou ensinar que nem mesmo você!
E vou criar a versão inteligente das coisas!
E vou deixar a sala majestral com riso, com viço, peçonha...


Foram trocados na rua
como peças que não compunham mais
e foram deixados à incerteza
sem cuidado.
Foram ofertados na tristeza
das calçadas sujas que não falavam mais
e foram esquecidos aos poucos
sem pecado.
Atormentados seres
assustados, escondidos sempre
e sempre...
Testemunhas de tudo ou quase tudo!
Acreditados dias de encontro letal.
Apaixonados tempos
de dizer sim ao bem ou ao mal.
Alterados tons
de póstumo, de paralisado e preto.



Da tela em construção
movimentos intensos de paisagem,
de criação
e de tudo que foi guardado sob meus pés...

13 de agosto de 2009

Rodas Gigantes - O Conto

Naquela tarde de inverno, dos quinze anos do jovem Sogno, houve pequena festa com bolo da mãe e presente na caixa grande que trouxera o pai. Naquela fria tarde de agosto, houve presença da avó, de uma prima mais velha, do irmão e do fiel companheiro Rex. Naquela tarde 13, o inocente Sogno deixou para trás as festinhas com os coleguinhas e os desenhos no caderno escolar; passou a pintar telas e criou seu desejo plástico, imaginou de tantas formas depois seu futuro, acreditou muitas dessas vezes nas certas linhas de chegada e ambicionou as portas de saída. Sogno foi o menino de apego à mãe, das limpezas junto com a gerdora, deixar a casa bem arrumdinha e o quarto sempre em ordem! Sogno foi antes o preferido pequenino de cabelos encaracolados do vovô, das conversas intermináveis de cotovelos postos sobre a pia da vózinha, das receitas de lanche com o tio mais maneiro e o alvo dos preconceitos, dos tortos conceitos, da falta de visão cheia de imaginção de gente que fazia coisas bem feias e escondidas...
Sogno foi ímpar durante tanto tempo, nasceu do 13, era o décimo terceiro neto e assim acabou sendo bem o do meio, irmão do meio, primo do meio, mas tantas vezes deixado de fora nas brincdeiras mais emocionantes. Ímpar também nas observações - pobre Sogno - tantas foram as vezes em que ouviu "fica quieto" ou "cala a boca", mas poxa gente era tudo verdade!!
Aos dez anos, Sogno foi viver no interior com a família, logo veio o escudeiro Rex - presente do tio mais legal, o mais maneiro. Naqueles anos de novo começo, as músicas no radinho da cozinha que ouvia a mãe, os bate pernas do pai atrás de emprego, as sopas da escola, os almejos atléticos do irmão, as visitas dos avós, do tio maneiro, e a grande descoberta nos livros que trazia da biblioteca, tudo convencia o garoto Sogno. Quando voltava nos fins de tarde junto com seu irmão, era sempre o Rex quem encontravam pelo caminho e já em casa, eram os pais que viam erguendo a própria casa. A casa teve o suor de todos, o cansaço e a ingenhosidade do pai, a batalha e sabedoria da mãe, a adolescência rebelde do irmão, a cabeça no mundo da lua de Sogno e a presença de Rex.
Os anos foram passando e o garoto aprendeu muitas coisas...
Sogno teve uma professora que lhe disse certa vez que a vida se consegue na rua, que ficar em casa de nada adiantava a quem deseja encontrar qualquer coisa. Sogno foi o garoto que brincava com as primas, batia cordas enquanto pulavam e cantavam os contos que rimavam, mais tarde não entendeu muitas vezes porque azul para os garotos e rosa para as garotas, foi ingênuo, inocente, eloquente, independente... Sogno gostou do xadrez, destreza para a vida. Sogno apreciou a amizade, tristezas em certas hora, mas a honra de ser leal, sempre leal!
Já mais tarde, fez primeira comunhão e crisma também na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, essa mesma da sábia Santa Inquisição, creu em Deus, depois no Diabo, acreditou nos anjos, desitiu dos demônios, deixou os dogmas; nem rezas, nem terços, nem santos livros, nem calças rasgadas, nem cruzes pra baixo, às vezes botas do exército, às vezes agnóstico e outras cego mesmo!
Mas o fato, é que Sogno fez as turmas, conheceu gentes, cigarro, "goró", lugares lindos e os becos, o lixo, os que vinham e o que vinha detro dele. Conheceu amor, ciúmes, coisas estranhas dentro da cabeça, dentro do peito, coisas absurdas dentro do coração e dentro das mãos, dentro da vida!
Sogno se tornou poliglota, aprendeu francês, desenvolveu as "Itálias" da infância, conheceu a língua dos piratas e se divertiu com o latim, foi viciado por livros, por cadernos, por música, apaixondo pelas tintas e bastões... Formou-se artísta dizem; viveu, cidades, estados, províncias e comeu países, bebeu idéias, culturas; foi aos cantos, aos internos e externos. Sogno nunca fora lindíssimo, mas fez loucuras com a cabeça de uma certa rapariga; nunca fora desapaixonado, mas partiu tantas vezes e fez partir.
Depois de tudo, ele já homem, manteve o jeito com os vizinhos do pais, com os pais e teve tantos outros jeitos por aí. Após Rex, vieram Laika, Bolinha, Lupe, Breu, Nena, Jolie e Pirata... Após os anos, veio a vez em que atravessou meio país para se despedir da avó, e que surpresa!! Encontrou ali o tio maneiro, também o avô - defensor dos seus cachinhos de Bebê e a prima um pouco mais velha - engraçadas lembranças dos primeiros tempos... Nunca se esquecerá da imagem sépia que guarda na memória, daquela mulher de dez filhos, nunca mais esquecerá do que lhe disse e das mãos já tão fracas que apontaram um "breve" tchau, como toques de pianista no ar, aliás, o piano que ela toda uma vida almejou, nunca teve!
Sogno não sabia, mas ali, se despediu de todos eles...
Naquela tarde de inverno, dia 13 de agosto, os quinze anos de Sogno foram marcados pelo abandono aos cadernos de desenho - passou a pintar telas, os livros passaram a dividir espaço com as folhas em branco onde Sogno compunha seus versos. Hoje, quase outros quinze anos depois, o ainda jovem Sogno aprendeu a lição da sua maior professora e seu amigo fiel - o Rex - que mesmo sem poder falar, ensinara naqueles anos de "tudo novo": Saia, vá pra rua, além dos muros e conheça o mundo, as pessoas. Vá, conheça a vida, corra ao encontro das coisas e tudo aquilo que você ama!
Depois de tudo o homem Sogno, concordou que a vida nunca é exatamente como esperamos e nem todos os seus desejos se realizaram, alguns sim, outros - ainda não!

"Um homem bateu
em minha porta e eu abri...
Senhores e Senhoras - ponham a mão no chão!
Senhores e Senhoras - pulem de um pé só!
Senhores e Senhoras - dêm uma rodadinha e
VÃO PARA O OLHO DA RUA!"

13 de agosto de 2008

Rodas Gigantes - O Poema

Volta marcada, abrigo;
vezes tentada, vezes cabida.
Obras criadas, juras vencidas;
tons de coragem...
. Solos fertilizados.
. Solos sentenciados.
. Coisas jogadas; assisto.


Prova completa, perigo;
vezes tentada, vezes perdida.
Tolos criados, juizos falidos;
tons de coragem...
. Solos semeados.
. Solos condenados.
. Vidas traçadas; resisto.


Carta escrita, assunto;
vezes tentada, vezes trazida.
Falas criadas, juras feridas;
tons de coragem...
. Solos brotados.
. Solos cumpridos.
. Textos amargurados; assimilo.


Ponte erguida, caminho;
vezes tentada, vezes caída.
Temas criados, juizos sabidos;
tons de coragem...
. Solos queimados.
. Solos pisados, andados.
. Promessas, amizade, amor; persigo.


- Poesias de observação; ler
os olhos sem preconceituar
nada!!
Feliz Aniversário,
poeta -

13 de agosto de 2007

Rodas Gigantes - Recados para o Amanhã...

Há dias em que penso sobre o futuro, mas nem sempre, quase nunca!
Há dias em que reflito meu passado e me orgulho, mas quase nunca, nem sempre!

Houve um dia, houve uma fase em que escutar dizer sobre o que se faria, o que se cumpriria ou mesmo o que se pensaria era bem importante...
Eu fiquei assim, por tanto tempo, por muito tempo criando expectativas e aprendi...
Criar expectativas não pode ser bom, quase nunca!

Se olho atrás, vejo asas...
Vejo lascas...
Vejo traças...
Vejo marcas...
Casas e muros incompletos.

Houve um tempo, houve um período que sonhar e profetizar, tentar adivinhar ou mesmo quase conseguir decifrar seus sentidos era bem menos arriscado...
Eu fiquei assim, em tantos dias, em tantas fases jogando com imagens subconsciente e descobri...
Criar respostas nem sempre é bom!

Se olho adiante, vejo raças...
Vejo cascas...
Vejo farsas...
Vejo "hajas"...
Máquinas e parafusos soltos.

Quero continuar meu trajeto simples, quero seguir minha linha estranha, quero sentar-me sobre o muro de minha casa, aquele mesmo todo incompleto!
Apertar os parafusos de minha máquina fula sem precisar desconfiar de nada e de nada me escandalizar... Quero apenas, quero só e só descobrir que o amanhã é bem mais interessante!!
Porém nem sempre, só quase sempre!
*
O meu reflexo sempre me encanta,
pois vejo nele as imagens que me enganam
e são elas ilusões das dores que prendo,
e são elas prisões em versos que crio!!
Perder ou ganhar, nunca foi a questão -
vencer, sempre menos que o objetivo
e assim, crio, sinto e reflito...
Pena se não entendem, que grande pena
se não me sinto;
que triste forma de dizer "não seja".